A cidade de Criciúma está mobilizada para ajudar as famílias que enfrentaram a difícil situação causada pelas chuvas intensas na última segunda-feira (21). O volume de água registrado superou a média histórica do mês de setembro, resultando na necessidade de acolhimento para diversas famílias.
Até o momento, cerca de 40 pessoas de oito famílias foram recebidas no Centro Multiuso da Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma (Afasc), localizado no Parque das Nações, no bairro Próspera. Essas famílias receberão acompanhamento dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) assim que puderem retornar para suas casas.
Um dos casos é o da vendedora Miriam Kátia Jones, de 52 anos, que, junto com seus filhos e netos, foi retirada de sua residência no bairro Sangão pela Defesa Civil. Ela compartilha que a experiência no Centro Multiuso tem sido positiva: “Fomos muito bem recepcionados aqui no Centro Multiuso. As pessoas ajudam, conversam e nos auxiliam. Tivemos doação de roupas, refeições, brinquedos para as crianças. Tem tudo. Não tenho o que falar, está sendo muito bom”.
Até a manhã desta terça-feira (22), 25 pessoas ainda estavam acolhidas no local, enquanto algumas já iniciaram o retorno gradual para suas residências. Todos os acolhidos receberam alimentação, itens de higiene, roupas, calçados e brinquedos infantis.
O prefeito Vagner Espindola destacou a importância da mobilização das equipes municipais para garantir a segurança e o acolhimento das famílias afetadas. “Neste momento, nossa prioridade é cuidar das pessoas, garantir que elas estejam em segurança e oferecer o suporte necessário para atravessar essa situação”, afirmou.
O vice-prefeito Salésio Lima também enfatizou a atenção às comunidades atingidas, ressaltando a importância de garantir segurança e assistência para que as famílias possam enfrentar as dificuldades e retomar suas vidas.
As famílias afetadas já estão sendo cadastradas nos CRAS e receberão acompanhamento contínuo da Secretaria de Assistência Social, que avaliará as necessidades de cada núcleo familiar. A secretária Dudi Sônego destacou que o acolhimento é apenas o primeiro passo, e o acompanhamento seguirá mesmo após o retorno das famílias.
Entre os acolhidos está o soldador argentino Brian Alejandro Avalo, que vive em Criciúma há três anos. Ele relatou que a água chegou à altura do peito em sua casa, mas expressou gratidão pela ajuda recebida: “Graças a Deus, estamos todos bem. Temos força para continuar, seguir em frente e superar a tempestade”.
As doações para as famílias desalojadas e desabrigadas estão sendo recebidas no Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), onde itens como materiais de limpeza, roupas de cama, itens de higiene pessoal e alimentos não-perecíveis são prioritários.
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