O distrito do Rio Maina foi palco de uma celebração marcante neste domingo (23), quando a IX Festa Dell’Immigrazione trouxe à tona a rica história da imigração italiana na região. A chegada da Maria Fumaça, com sua fumaça e apitos, simbolizou a conexão com o passado, relembrando os imigrantes que chegaram em 1891 em busca de novas oportunidades.
Organizada pelo Circolo Bergamasco di Rio Maina, com o apoio da Prefeitura de Criciúma e da Fundação Cultural de Criciúma (FCC), a festa fez parte das comemorações dos 100 anos de emancipação do município. O evento atraiu centenas de visitantes que puderam desfrutar de apresentações culturais, gastronomia típica e encenações que homenagearam as famílias que contribuíram para o desenvolvimento da cidade.
A chegada da Maria Fumaça foi um dos momentos mais emocionantes do dia, trazendo cerca de 250 pessoas vestidas como os primeiros colonizadores. O prefeito Vagner Espindola ressaltou a importância de reviver essa memória, afirmando que a festa é um gesto de respeito à história dos imigrantes que moldaram o Rio Maina.
Após o desembarque, o público se dirigiu ao palco principal para o tradicional tombo da polenta, uma das atrações mais esperadas. O dia foi repleto de música italiana, encenações históricas e apresentações artísticas que celebraram a cultura ítalo-brasileira.
A presidente da FCC, Cristiane Maccari Uliana Zappelini, destacou a relevância da festa para a construção da identidade local, afirmando que cada ato durante o evento resgatou memórias e reforçou a importância da imigração na formação de Criciúma.
Jucemar Rampinelli, presidente do Circolo Bergamasco, lembrou que a festa representa a retomada de um evento tradicional iniciado em 2005, enfatizando a emoção e o orgulho que o dia trouxe a todos os participantes.
Com uma programação rica em tradições, a IX Festa Dell’Immigrazione reafirmou o compromisso de Criciúma em preservar suas origens e valorizar a cultura que moldou a cidade. Santina Manente Ronchi, uma das participantes, ressaltou a importância de manter vivos esses rituais, garantindo que as futuras gerações conheçam e celebrem suas raízes.
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