Uma ação conjunta entre o Governo de Criciúma e o 9º Batalhão de Polícia Militar (BPM) foi realizada na última quinta-feira (27) para combater a receptação e o comércio ilegal de fios de cobre e outros materiais de origem ilícita. A operação, chamada “Fio Desencapado”, mobilizou diversas entidades, incluindo a Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) e Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc).
Durante a operação, 31 estabelecimentos foram fiscalizados, resultando na apreensão de diversos materiais e na prisão de três indivíduos. O prefeito Vagner Espindola enfatizou a importância da ação, afirmando que “Criciúma valoriza e acolhe o empreendedor que trabalha dentro da lei, mas quem insiste na receptação ilegal precisa entender que não há espaço para isso aqui”.
A operação foi dividida em três fases, focando na identificação de locais suspeitos de compra de materiais furtados. Dos estabelecimentos vistoriados, 25 estavam sem alvará, o que representa uma taxa de irregularidade de 80,6%. Foram emitidas 39 notificações por diversas infrações, incluindo acúmulo de lixo e ausência de licenças.
Além das irregularidades administrativas, a operação resultou em desdobramentos criminais, com cinco ocorrências registradas, incluindo prisões por receptação e furto de energia elétrica. Aproximadamente 150 quilos de fios de cobre foram recuperados, juntamente com outros materiais e aves silvestres, configurando crimes ambientais.
O tenente-coronel Mário Luiz Silva, comandante do 9º BPM, destacou que esta operação é apenas o início de um trabalho contínuo para desarticular o mercado ilegal de receptação. “Essa ação não termina aqui: ainda este ano vamos repetir a operação para estancar esse crime que tanto afeta a população”, afirmou.
A integração entre as forças de segurança e os setores da Prefeitura permitiu uma fiscalização abrangente, com a possibilidade de implementar novas medidas, como a instalação de câmeras em ferros-velhos, para monitorar e compartilhar informações com as autoridades.
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